terça-feira, 15 de janeiro de 2013

SL Benfica 2 clube condenado por corrupção (vulgo fcp) 2

Bom dia a todos, agora é a altura ideal para fazer um apanhado mais coerente do que se passou no Domingo à noite na catedral. Era uma partida de altíssima voltagem, e assim acabou por ser. Desde já informo a navegação que, na minha opinião, o resultado foi justo.
Os onze que iniciaram o duelo
Confesso que discordei da escolhas de JJ para o onze inicial. Isto não é uma crítica negativa, é sim a minha opinião. JJ quis dar mais peso e força ao ataque ao ataque no entanto perde-se sempre algo no sector que antecede: O meio-campo!

Daí que tenha sido sempre menos difícil ao porto chegar à área do Benfica durante a primeira parte. Certo que Cardozo e Lima se fartaram de correr, fazendo pressão sobre a defesa do porto. Certo que Lima recuou muito para o meio-campo para cortar linhas de passe. Mas um jogador como Lima não é capaz de auxiliar a equipa quando esta defende e depois explodir para o ataque.

Com este meio-campo, Matic, Perez, Gaitan e Sálvio, os dois extremos também tiveram de dar corda aos chinelos nas compensações. Assim as pilhas não duram sempre e o dito carácter explosivo de Gaitan e especialmente de Sálvio, já aplicado a Lima, também se perdeu ao longo da partida.
Matic e Perez ficaram confinados à batalha de meio-campo, pelo que se notou a falta de um terceiro elemento que pegasse na batuta. Por vezes com Sálvio e Gaitan colados ao flanco era ver o Sérvio e o Argentino a contas com três opositores ali no meio. Mas o nosso adversário também veio à catedral para ver o que acontecia, não tinha grandes cartas para jogar para além daquelas que iniciaram a partida...

Assim, é correcto afirmar que se JJ tem entrado com mais um médio, certamente o jogo não teria tido aqueles 18 minutos que teve. E que 18 minutos!
O voo da Vitória, ontem não foi recompensado
Depois há um grupo de jogadores do Benfica que ainda são miúdos para este tipo de jogos. Quero com isto dizer que se notou um certo nervoso miudinho, um certo défice de controlo emocional que leva um jogador a actuar de forma mais clarividente em embates mais pesados.

Por tudo isto, acabamos por sofrer dois golos consentidos. No primeiro, Melgarejo coloca o barrote do porto em jogo: No segundo, Artur espalha-se ao comprido. Melgarejo ainda compreendo que nem tenha dado conta mas Artur já deveria ter estaleca para não inventar. Enfim, dois golos muito consentidos em permanente alta voltagem.
Bomba lá para dentro
E que voltagem caros leitores. Em primeiro lugar, aquele torpedo de Matic a concluir uma combinação fantástica, de toda a equipa, após a marcação de um pontapé de canto..
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Depois outra combinação, agora engendrada totalmente pelo flanco direito do Benfica.
Bomba parte dois
Maxi e Sálvio desconstruiram por completo a defesa do porto, e após uma defesa incompleta do baterista de uma banda um pouco foleira, Gaitan torpedeou uma outra bomba lá para dentro e o estádio explodiu de alegria.
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E a melhor parte do jogo acabou. Deu a sensação de que o Benfica poderia partir para uma exibição mais completa... Mas foi só isso. O porto percebeu que em organização de ataque tinha levado duas lições. O Benfica também notou que estava a dar muitas ofertas.

Fecharam-se os baralhos e abriram-se os olhos, a partida continuou muito disputada com despiques tremendos de energia. Houve períodos de maior fluidez para ambos os lados.

As esperadas entradas de Aimar e Martins não trouxeram muito de novo ao jogo da nossa equipa. Muito por culpa da falta de intensidade competitiva que ambos ainda não conseguem ter. Aqueles tempo de reação que são necessários a jogadores de elite e que se conseguem com muitos minutos nas pernas. felizmewnte não saíram tocados e subiram mais um degrau nos níveis de competitividade, pelo que temos plantel para o resto da época.

Pena que o tal keeper baterista tenha calçado umas luvas com uns milímetros de borracha a mais...
Perfeito Óscar, mas aquelas luvas...

Pena que Aimar não seja um cabeceador por excelência...
Quase como mandam as regras
E acabou o jogo com um empate, que como já escrevi no início, é relativamente um resultado justo. A conversa do quem é que merecia ganhar, que surge sempre depois de um empate, já é uma conversa que resulta sempre em perda de tempo. Teorizem vocês caros leitores na caixa dos comentários.

Vamos ao trabalho do trio de arbitragem, que mereceu os elogios de JJ e as críticas dos burros... Como este:
Faltam-te as orelhas bitó
João Ferreira não foi à catedral para expulsar ninguém! A análise que irei fazer tem como base esta permissa.

Não é difícil de tirar essa conclusão certo? Torna-se difícil arbitrar um jogo destes, excepto se for proença, benquerença entre outros. Assim, e a frio:
  • 47 minutos, amarelo a Perez por protestos. Correcto, mesmo tendo razão, Perez deveria saber que se habilitou. E o tal amarelo ditou a sua saída precoce da partida... Temos pena.
  • 63 minutos, amarelo a Matic por falta. Correcto pois o adversário era gajo para causar mossa.
  • 82 minutos amarelo à maça podre... Deste gajo já vou escrever...
  • 86 minutos amarelo a Maxi. Correcto pois fez uma falta perigosa sobre um jogador que já nem deveria estar em campo. 
Levámos 3-1 em amarelos. Concordo quando se diz que Matic poderia/deveria ter visto o segundo amarelo aos 80 minutos. Concordo que a entrada de Maxi ao maça podre deveria ter sido com muito mais força para merecer o cartão vermelho... Concordo porque foi evidente (até para o gajo das palas ali em cima).

Mas ver o final do jogo, e observar que Fernando, Mangala, Moutinho acabaram em campo também é obra. 
  • Fernado, na primeira parte marcou os seus pitons na canela de Perez e na segunda parte derrubou Gaitan mesmo à entrada da área quando o argentino (isolado) já se preparava para aviar o terceiro...
  • Mangala andou a distribuir toda a partida, inclusive levou a que Cardozo jogasse de cabeça atada, e nada... Nem um amarelo!
  • Moutinho deu e deu e tornou a dar e à nona falta cometida... amarelo!
  • Lucho foi um luxo de faltitas e népia.
Sorte teve João Ferreira que Aimar falhou um cabeceamento á flôr da relva aos 84 minutos. Foi assinalado incorrectamente, fora-de-jogo. Caso contrário... Era lindo. Sorte teve João ferreira, que nos cantos a maioria dos árbitros fecha os olhos. Caso contrário teria visto Garay a ser engravatado aos 94 minutos dentro da área daquele clube já condenado por corrupção...

Queixam-se os burros e a sua raínha. Eles que vão carpir mágoas lá para cima que nem falsos desgraçadinhos: Quatro penalties por mão na bola não assinalados em catorze jogos é obra... Só ao alcance de quem mama muito bem. Abro uma excepção para um jogador adversário: Defour. O belga veio jogar à bola. Ele deve ser dos poucos que se importou com isso.

Fica aqui o resumo para quem gosta:
Eu fiquei resignado com o empate e satisfeito por ver que esta equipa de JJ responde às desvantagens. Tem sido assim o que é tremendamente positivo, uma vez que num passado recente nada disso era possível.

Agora é tratar de optimizar os níveis de concentração de forma a apurar a qualidade global do jogo. Venha o proximo jogo.

E Pluribus Unum

1 comentário:

  1. Ó anónimo das 18:15...

    3 offsides mal assinalados? Leste isso onde ? Deves andar com muito bagaço, será da colheita de 1991?

    De resto és fanático extremista.

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Ok digam o que bem entenderem.
Depois eu vejo